Cresce a atratividade do setor de marketing direto
Mercado contabilizou elevação de 18% em 2006 e atingiu a marca de R$ 15,1 bilhões em receitas com prestação de serviço
Se há um campo fértil para a aplicação dos novos recursos proporcionados pela evolução da tecnologia gráfica, esse é o segmento de marketing direto. É justamente mirando as necessidades desse mercado que várias empresas estão investindo somas respeitáveis na aquisição de sistemas e na contratação de profissionais capazes de transformas tais demandas em produtos de alto valor agregado. Segundo estudo promovido pelo Grupo Empresarial de Impressão Digital da Abigraf-SP, prevê-se que até 2008 sejam aplicados R$ 174 milhões na compra de equipamentos digitais.
A razão para isso está na oportunidade de crescimento que o setor do marketing direto representa, evidenciada na pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Marketing Direto (Abemd) à Simonsen Associados, cujos resultados foram divulgados em fevereiro deste ano. Em 2006, a receita gerada pelo setor foi de R$ 15,1 bilhões (apenas considerando a prestação de serviços), o que equivale a 0,73% do PIB brasileiro e uma elevação de 18% sobre o ano anterior. Com tal valor, o setor acumula taxa de elevação média de 12,4% nos últimos seis anos.
O estudo envolveu 91 empresas, 82 usuários e clientes e 10 associações, num total de 183 entrevistas. O mercado foi segmentado em 10 categorias, incluindo agências de marketing direto, empresas de call center, empresas de database e CRM, fornecedores de listas, gráficas e serviços de Internet, e-commerce, distribuição, logística e tecnologia.
A maior fatia da receita vem da área de call center, com 24,8% ou R$ 3,7 bilhões, seguida de perto pelos serviços da Internet, com 21,7% (R$3,3 bilhões). Em terceiro lugar aparece o setor gráfico, com 15,2% ou R$ 2,3 bilhões. Para entender a importância desse número, basta dizer que o valor da produção da indústria gráfica nacional no setor de etiquetas foi de R$ 2,3 bilhões e de 2,2 bilhões no segmento de embalagens no mesmo período, perdendo apenas para o setor de livros, maior fonte de faturamento, com R$ 5,8 bilhões, segundo dados do Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf.
“A indústria gráfica é de fundamental importância para o marketing direto. Essa participação está diretamente relacionada à capacidade dessa indústria de se renovar e atualizar-se tecnologicamente, atendendo-nos de forma cada vez mais eficaz. Mesmo com advento da Internet e do e-mail marketing, a mala direta continua sendo um canal valioso para o marketing direto e mantém sua importância graças à qualidade proporcionada pelo setor gráfico nacional”, afirma Efraim Kapulski, presidente da Abemd.
Segundo a pesquisa, os principais usuários de marketing direto no País são instituições financeiras, com 25%; telecomunicações, com 16; e publicações e assinaturas, com 10%. As ações de vendas ao consumidor (B2C) participam com 65% da receita, sendo os 35% restantes gerados pelo comércio entre empresas (B2B). O setor de marketing direto gerou 930 mil empregos diretos em 2006, o que representa um crescimento de 6,9%.
Publicado por: Revista ABIGRAF - Julho 2007
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